Paroles dos skippers

José Guilherme Caldas, skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Vamos participar da Transat Jacques Vabre 2019. Se tiver a chance de ter um melhor budget (orçamento) podemos ter melhor desempenho. Uma coisa está relacionada com a outra. E mesmo que a gente dispute com o nosso barco certamente teremos um melhor resultado. Foi a melhor experiência que tivemos. Agora sabemos que a gente precisa para estar melhor preparado''.

Leonardo Chicourel, co-skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Não tenho palavras! Não me lembro de ter tido um presente tão bonito. Me sinto muito honrado e responsável por isso tudo. Nem sei se eu mereço tudo isso. A largada foi dia 5 de novembro. A gente saiu do barco na noite anterior. Foram muitas dificuldades. Queria chegar aqui antes com melhor resultado. Mas sabemos, eu e ele, a luta que foi para chegar aqui. Isso já é uma vitória''.

Catherine Pourre, skipper do Eärendil (Class40)

“A gente poderia ter parado quando tivemos o problema com o leme, mas não é todo o dia que se tem a oportunidade de vir ao Brasil. Além disso, a Transat Jacques Vabre é só a cada dois anos e passar quatro anos sem a chegada seria demais”.

Leonardo Chicourel, co-skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Já dá para sentir o cheiro do acarajé, o gosto do primeiro gole da cerveja gelada, o calor da minha terra e do abraço das pessoas que nos esperam. Lembro do dia que  fui com meu Pai ver os barcos que tinham chegado da Transat Jacques Vabre, e também de conversar com ele sobre minha vontade  de um dia poder fazer uma competição como essa''.

José Guilherme Caldas, skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Ontem passamos por Fernando de Noronha, ilha mágica e ainda nos deu sinal, por pouco tempo, mas o necessário para alguns contatos e atualizações. Viemos com proa em Maceió o que obriga a uma orça folgada com a nossa genoazinha sofrida!! Com o maior cuidado pois começam a soltar  os "remendos" da esteira e ainda temos umas 500 milhas pela frente. Mas hoje de manhã conseguimos um ângulo de vento para tirar a genoa e colocar o A5. Vamos mais rápido e sem forçar a genoa. Depois de Maceió talvez até dê balão....
A previsão continua a ser segunda feira a chegada''.

 

Leonardo Chicourel, co-skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Se o vento entrar mais rápido talvez no domingo. Depois de Noronha a tendência é que o vento entre mais a favor, mas quando nos aproximamos da costa fica instável. Devemos colocar um balão assimétrico para tentar ir mais rápido''.

José Guilherme Caldas, skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Trabalhando as velas o tempo todo para ver se chegamos mais rápido a casa e poupando o material especialmente a genoa que é a antiga do barco (cheia de remendos!!) pois a nossa não foi possível adaptar a este barco e optamos por reforçar esta e vir assim mesmo. Vem sendo um aprendizado constante nesta fantástica regata''.

Justine Mettraux, co-skipper do TeamWork 40 (Class40)

“Eu estou muito contente que nós conseguimos segurar a pressão dos Normandos (referência aos atuais quintos colocados da Région Normandie Junior Senior by Evernex). A gente fez alguns erros de manobra e de estratégia. Como não temos o melhor barco, teríamos que ter feito tudo da melhor forma possível, mas tomamos algumas más decisões”.

Pablo Saturde, co-skipper do Imerys Clean Energy (Class40)

“A gente está muito feliz de chegar depois de duas semanas e meia, foi muito desgastante. Nossa parceria se passou muito bem, mesmo se eu não falo muito bem inglês. As palavras mais ditas a bordo foram ‘again, please’”. 

Aymeric Chappellier, skipper do Aina Enfance & Avenir (Class40)

''Foi uma regata muito parelha! Cada um levou ao limite seu barco, tornando a prova muito desgastante fisicamente e mentalmente. Tivemos que estar a toda hora trimando o barco, buscando a melhor rota, olhando no radar...Essa regata vai ficar na memória''.

José Guilherme Caldas, skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Desde ontem sem paradas no vento, fizemos uma ótima passada dos Doldrums transitando neste momento para os alíseos. Porém sem perda de vento até o momento. O regime de ventos já parece o do Brasil na volta de Fernando de Noronha faz-nos sentir perto de casa. Afinal só de Refenos (Regata Recife Noronha) são mais de 20 vezes fazendo este percurso, somando a experiência dos dois'', disse José Guilherme Caldas. ''Grande velejada 15 nós de vento quase que permanente, entrando a 90 graus, alguns "pirajás" em que o vento sobe para 25-27 nós vindo de uma nuvem com chuva e depois continua tudo o mesmo, característico destas latitudes de perto do Equador''.

Maxime Sorel, skipper do V and B (Class40)

''Isso é incrível. A vitória foi especial, pois vencemos um adversário muito forte. A ficha só vai cair amanhã''.

Romain Attanasio, skipper do Famille Mary - Etamine Du Lys (IMOCA)

''A gente tem um barco que navega menos, mas é mais sólido. Estamos muito surpresos de todos estarem aqui'',. São barcos que navegaram muito nas últimas temporadas da vela oceânica. Na última edição, a regata saiu com 20 veleiros na largada e terminou com nove em Itajaí''. 

Fabrice Amédéo, skipper de Newrest-Brioche Pasquier (Imoca)

"É uma mistura de alegria e frustração. De alegria porque é bom chegar aqui e ter vivido uma grande aventura com Giancarlo. Nós fomos bem testados, do ponto de vista humano e esportivo. A frustração ficou por conta da quebra da grande spinnaker no Cabo Finisterre".

Arnaud Boissières, skipper do La Mie Câline-Artipôle (IMOCA)

''Para correr uma regata em duplas, é preciso escolher alguém que possa te ouvir. Com Manuel a gente pode falar de tudo, não apenas do barco. É apenas uma travessia transatlântica, mas são 15 dias, nada trivial...um pequeno cabo Finisterre, um equador, uma caipirinha!''.

Thomas Coville, skipper do Sodebo (Ultime)

''Seria importante para o Brasil receber uma regata como a Transat Jacques Vabre e colocar velejadores locais inseridos na travessia. Seria interessante dar oportunidade aos brasileiros de vivenciarem esse ambiente, esses barcos. Quem sabe colocar tripulantes daqui para levar nossos barcos de volta para a França. Seria uma experiência enorme''.

Louis Burtron, skipper do Bureau Vallée 2 (IMOCA)

"Estamos muito felizes em chegar a Salvador, na Bahia! Em Le Havre, estávamos um pouco estressados porque sabíamos que pegaríamos esse novo barco. Na verdade, fizemos um bom começo, mas antes dos Doldrums fomos para o oeste e foi catastrófico...Os outros no leste nos passaram''.

José Guilherme Caldas, skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables (Class40)

''Doldrums... vento na cara de 4 a 10 nós progressão lenta, lentíssima... cansa mais do que o vento forte, o vento frio do Canal da Marcha é igual ou melhor que isto aqui'', disse José Guilherme Caldas, skipper do Mussulo 40 Team Angola Cables. ''É interessante que as mãos ficam permanentemente molhadas''.