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A saga da Transat Jacques Vabre: Paul Vatine e Le Havre para sempre

A saga da Transat Jacques Vabre: Paul Vatine e Le Havre para sempre

A cidade francesa de Le Havre é o ponto de partida da Transat Jacques Vabre, maior regata em duplas do mundo.

Os 67 barcos confirmados rumo à Salvador, na Bahia, saem da baía de Paul Vatine. O local é uma homenagem ao velejador que correu as primeiras provas e depois morreu tragicamente em 1999.

O atleta veio do bairro de Sanvic, com vista para as falésias e mansões de Sainte-Adresse. Paul Vatine era filho de carpinteiro, e provavelmente não teria imaginado tal destino.

Paul Vatine descobriu a vela no ASPTT Fédération Omnisports, iniciado com seu irmão Pierre Alain Gliksmann. Na década de 80, integrou os barcos Jet Services, Royale e Fleury Michon, antes de começar a navegar por conta própria.

Em seguida, começa a parceria com a cidade de Le Havre e a região da Alta Normandia. “Eu me lembro de uma de suas famosas frases após uma prova na Suécia. Ele disse: “Senhores, o Duque da Normandia cumprimenta você!”, lembrou Gerard Petipas, organizador da Transat Jacques Vabre de 1995.

 

Jean-Luc Nélias, que competiu com Paul Vatine na Jacques Vabre em 1997, também falou sobre o amigo. “Ele veio de um distrito comunista e popular de Le Havre, o paradoxo foi que seu barco foi financiado por funcionários eleitos de direta!”.

O velejador Paul Vatine foi campeão da primeira edição, em 1993, quando a prova era individual.Ganhou na Classe Multicasco 60 a bordo do barco Haute Normandie  em 16 dias, 00h e 46min.

Já em 1995, no mesmo barco , mas em duplas, venceu em 14 dias, 12h e 25min. Seu parceiro era Roland Jourdain. Em 1997, um vice-campeonato após derrota para os irmãos Laurent e Yvan Bourdnon. Jean-luc Nélias era seu parceiro.

Em 1999, no momento da partida de seu quarto evento da Jacques Vabre, agora com Jean Maurel,  Paul Vatine falou ao L’Humanité sobre a morte:

“Eu não tenho paixão pelo mar, cruzar o Atlântico em 1999 continua sendo algo muito difícil. Há sempre o medo de virar (…) Perdi muitos amigos no mar e quando ouço que o Tabarly teve uma bela morte, eu digo não. Eu preferiria vê-lo terminar seus dias tranquilamente ao lado de sua esposa e filhos. Eu não quero morrer no mar, quero viver na terra”.

Poucos dias depois, em 21 de outubro, em valas de dez metros da costa de Portugal, seu trimarã Chauss’Europ se virou, o mar definitivamente levou Paul Vatine, aos 42 anos de idade.

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